sexta-feira, 31 de maio de 2013

AS ADAPTAÇÕES CONVERGENTES E OS ÓRGÃOS ANÁLOGOS

EVIDÊNCIAS DA EVOLUÇÃO BIOLÓGICA

A variabilidade de espécies existentes na Terra decorre de um contínuo processo evolutivo. Dá-se o nome de evolução biológica ao conjunto de transformações e adaptações que ocorreram nos seres vivos ao longo dos séculos.

A principal evidência da evolução biológica é o testemunho fóssil, uma vez que esse processo indica os tipos de seres vivos que habitaram as regiões da Terra em determinado período. Outras provas do evolucionismo são a anatomia comparada e a biologia molecular, isto é, as semelhanças bioquímicas, anatômicas e embriológicas entre as diferentes espécies.
Embora o fixismo, hipótese que afirma que os seres vivos foram criados por uma força divina e desde então não sofreram modificações, tenha perdurado até o século XIX, o evolucionismo se consolidou, criando suas bases nas teorias de Lamarck e de Darwin.

SEMELHANÇAS ANATÔMICAS E EMBRIONÁRIAS

A ideia de que as diferentes espécies descendem de um ancestral comum, ponto central do evolucionismo, pôde ser melhor entendida quando foram analisadas as semelhanças anatômicas entre elas. Além disso, são também perceptíveis as semelhanças embrionárias, como a que existe entre os embriões de peixes, sapos e tartarugas; e a semelhança bioquímica, presente no DNA, no RNA e nas proteínas dos diversos seres vivos. É possível constatar essas semelhanças bioquímicas através da hibridização de DNA, técnica molecular que visa mensurar a proximidade de características nos seres vivos.

ÓRGÃOS HOMÓLOGOS, ANÁLOGOS E VESTIGIAIS

Os órgãos homólogos são órgãos cujo desenvolvimento ocorre de maneira muito parecida nos embriões de seres vivos diferentes, embora, muitas vezes, possuam funções distintas. Como exemplo, podemos citar as semelhanças embrionárias existentes entre o braço do homem e a asa de algumas aves.

Os órgãos análogos são órgãos cujo desenvolvimento embrionário se dá de maneira distinta. Entretanto, podem muitas vezes realizar a mesma função. Como exemplo, podemos citar as asas das aves e as asas dos insetos, que, apesar de possuírem a mesma função (voar), apresentam desenvolvimentos embrionários diferentes.
Observação: Os órgãos homólogos constituem a evolução divergente (irradiação adaptativa); os órgãos análogos constituem a evolução convergente (convergência adaptativa).
Há, ainda, os órgãos vestigiais, isto é, órgãos que atrofiaram no decorrer do tempo e que não desempenham funções essenciais nos organismos. Um exemplo de órgão vestigial é o apêndice cecal do intestino humano. Na nossa espécie, esse órgão é atrofiado; todavia, ele é desenvolvido nos herbívoros, participando do processo digestivo.

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